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Campanha pela geminação entre Gaza e Lisboa |
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16-Mai-2008 |
O Comité de Solidariedade com a Palestina lançou um apelo à assinatura de uma petição à Câmara Municipal de Lisboa para que decida a favor duma geminação entre as cidades de Gaza e de Lisboa. Nos argumentos da petição recorda-se que “o martírio de Gaza demonstra da forma mais cruel o significado dos 60 anos da "Nakba" (catástrofe) sofrida pelo povo palestiniano”, sendo a geminação de Lisboa com Gaza encarada como “um sinal, simbólico, mas de grande valor moral, contra o abuso da força sobre toda uma população civil”. Os autores da petição lembram também a recente decisão da CML de construir um memorial aos judeus vítimas do massacre de Lisboa, em 1506, para afirmar que “os direitos humanos são tão universais para os judeus de 1506 como para os palestinianos de 2008”. |
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30-Abr-2008 |
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1º de Maio com o Bloco na luta (notícia de www.bloco.org)
O Bloco de Esquerda participa nas manifestações do 1º de Maio organizadas pela CGTP, com concentrações marcadas para as 14h30. Em Lisboa, junto ao CC Mouraria no Martim Moniz e no Porto, na Av. Aliados, junto ao café Guarani. A parada Mayday, que junta os trabalhadores precários, realiza-se pela segunda vez em Lisboa, com piquenique no Largo Camões às 13h, seguido de desfile com a manif da CGTP. Não faltes a este dia de luta! |
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MayDay - O precariado rebela-se! |
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30-Abr-2008 |
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Em véspera do Dia do Trabalhador, destacamos o blog MayDay Lisboa – O precariado rebela-se!
“MAYDAY, MAYDAY :: 1º MAIO, 13h, Largo Camões O MayDay é uma parada de precári@s que vem marcando o 1º de Maio em várias cidades por esse mundo fora, desde da estreia em 2001, em Milão. Depois da primeira edição no ano passado, o MayDay Lisboa está de volta! Uma organização aberta a tod@s permitiu continuar o nosso percurso de visibilidade e mobilização. Acções públicas, debates, festas e muita gente a juntar-se para fazer uma parada mobilizadora, onde a imaginação transforma a rua num espaço em que desfila a alegria da recusa de uma vida aos bocados. Na parada MayDay cabemos tod@s: mais nov@s e mais velh@s, operadores de call-center, "caixas" de supermercado, cientistas a bolsa, intermitentes, desempregad@s, estagiári@s, contratad@s a prazo, estudantes que vivem ou pressentem a precariedade, …” |
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OPINIÃO :: Os trabalhadores da CML |
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30-Abr-2008 |
Isabel Faria O STML e o Executivo de António Costa acordaram na passada semana a criação de um Tribunal Arbitral, que possibilitará a integração dos falsos recibos verdes no quadro privativo da CML. Com este Acordo estão, agora, criadas condições que permitem aos trabalhadores precários da CML verem reposta a legalidade, sanada a injustiça, nalguns casos com mais de uma década, e assegurados os seus direitos e o seu futuro. Possivelmente, bastaria ter havido vontade política para que a integração se pudesse ter feito de uma outra forma - não com o recurso a concursos públicos, que era a solução defendida pelos Sindicatos, mas que, no entanto, nunca me pareceu garantia de nada, mas com o recurso a medidas excepcionais do Governo. Mas do Governo que se prepara, com a liberalização completa dos despedimentos, preconizada na proposta de alterações ao Código de Trabalho, para nos tornar a todos precários para a vida toda , não se pode esperar vontade política para resolver o problema da precariedade. Já aqui escrevi, há dias, que não esqueço que esta solução tem riscos. A impugnação judicial, por alguém que por esta Comissão não tenha sido considerado “integrável” é um deles (e convém recordar que, de entre os trabalhadores falsamente avençados, haverá seguramente, alguns que por lá foram colocados para satisfazer clientelas partidárias e que não possuem qualquer vinculo laboral à autarquia, mas que possivelmente não estarão disponíveis e dispostos a largar os seus, usando uma expressão popular, “tachos”). Mas, como aqui também já escrevi, riscos de impugnação têm todos os actos públicos, concursos de admissão incluídos, e a única forma de os evitar seria ter um Governo que não apostasse na precariedade e no ataque sistemático aos direitos dos trabalhadores. Mas não é esse o Governo que temos. | |
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Luta Socialista em Lisboa |
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23-Abr-2008 |
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Realizaram-se no passado sábado as eleições para a Concelhia e para a Distrital de Lisboa do Bloco de Esquerda. Para a Distrital apenas concorreu uma lista, mas para a Concelhia a corrente Luta Socialista apresentou uma candidatura alternativa. Apresentaram-se assim a escrutínio duas listas: Lista A - “Afirmar alternativa em Lisboa” Lista B - “ A Luta Socialista por uma alternativa de Esquerda na cidade e no País”
Os resultados da Coordenadora Concelhia foram os seguintes: Total de votantes: 216 Lista A – 172 Lista B – 44
Eleitos: Lista A – 10 Lista B – 3
A Luta Socialista estará assim, na Coordenadora Concelhia de Lisboa, como compromisso assumido na anterior Convenção do Bloco, na luta por um Bloco mais democrático e que seja uma alternativa consequente e coerente ao PS de Sócrates e de Costa. Em Lisboa e no País. |
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Francisco Martins Rodrigues |
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22-Abr-2008 |
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Morreu Francisco Martins Rodrigues. Viveu e lutou por "levar ao proletariado as ideias marxistas, combater o praticismo reformista que o domina e criar condições para a formação de um verdadeiro partido comunista operário em Portugal", conforme se define a Política Operária no seu primeiro número. Foi militante do MUD-Juvenil e do PCP, de que foi expulso em 1964. Esteve preso em Peniche de 57 a 60, fugindo com Álvaro Cunhal. De novo preso em 66, só conheceu a liberdade depois do 25 de Abril, estando em Dezembro de 1974 na fundação da União Democrática Popular (UDP), que abandona em 1984 para fundar a Organização Comunista Política Operária. O primeiro Editorial da revista desta organização sintetiza o seu pensamento político.
O DIREITO À REVOLUÇÃO
O lançamento de "POLÍTICA OPERÁRIA" depara com uma pergunta quase certa: que utilidade tem uma revista que se propõe levar aos operários a discussão dos grandes temas da política? A maioria dos trabalhadores não verá interesse prático numa iniciativa destas. Hoje, porque estamos envolvidos numa série de campanhas eleitorais e todos querem saber em quem votar; amanhã, porque será necessário prosseguir a luta contra os despedimentos, os salários em atraso, a carestia, a exploração capitalista. E, contudo, não têm faltado à classe operária, nos últimos onze anos, ocasiões para fazer sentir o seu peso, em eleições, em greves, em manifestações. Como se compreende que a sua situação seja cada vez pior? É que lhe faltou o principal: uma linha de rumo coerente, que só poderia ser conseguida através da reflexão e do debate entre os operários conscientes. Desgraçadamente, está enraizado no nosso movimento operário o preconceito de que reflectir, debater, teorizar seria uma ocupação para intelectuais. Aos operários caberia só actuar, lançar acções de massas. Este praticismo entranhado – que se mascara de dinamismo e até chega a exibir-se como uma marca de classe! – é o maior responsável pelo atraso do movimento operário português. |
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3 perguntas a Isabel Faria |
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17-Abr-2008 |
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1 – O que espera a Lista B da Concelhia a eleger no próximo dia 19 de Abril? Estas eleições para a Concelhia surgem num momento decisivo para o BE em Lisboa. A Concelhia terá que responder à desmobilização e ao desencanto que um Acordo inoportuno, e que se torna mais inútil à medida que o tempo passa e que os pontos fundamentais do nosso programa eleitoral e, mesmo, os seis pontos do Acordo, são adiados. Não pode continuar a ser uma estrutura que não ouve os aderentes, que lhes passa tarefas e lhes transmite decisões.
2 – Quais os pontos fundamentais da vossa actuação? Pensamos que o balanço da nossa passagem pelo executivo da CML, em nome do programa eleitoral com que nos comprometemos, dos nossos princípios programáticos, do futuro do Bloco e no de uma alternativa de Esquerda em Lisboa, mas também em nome do interesse da cidade e dos munícipes, tem que ser feito diariamente. E o Acordo reequacionado diariamente. Esperar para a véspera das eleições para fazer balanços é aceitar que se continuem a adiar os problemas da cidade. Procuraremos, em todos os momentos, voltar a dar voz aos aderentes. O ano de 2009 é um ano de intensa actividade e de imprescindível clarificação. O Bloco só será alternativa se os aderentes se sentirem actores e construtores dessa alternativa e não meros executantes ou espectadores. Finalmente, e como compromisso político: bater-nos-emos, em todos os momentos, contra qualquer acordo pré ou pós eleitoral com o PS. 3 – Na tua opinião, o que poderia ser feito para aumentar a participação dos aderentes nas actividades do Bloco e em que é que a Concelhia poderia actuar para além da intervenção autárquica? A Concelhia tem que fomentar uma Agenda própria do Bloco. Passa por aqui a recuperação da participação dos aderentes. A cultura dos militantes do BE é uma cultura que dificilmente se coaduna com a institucionalização da participação. Reunir para dividir tarefas não faz parte do nosso código genético. Reunir para dizer ámen, não faz parte da nossa ideologia. Mais plenários, antes das decisões. Não ficarmos apenas pelo trabalho autárquico mas estarmos com os aderentes, mobilizando-os e ajudando a sua organização nas lutas dos trabalhadores, nas manifestações públicas contra Sócrates ou, nas empresas, nas lutas pelos seus direitos. A dinamização dos núcleos sócio-profissionais e locais é uma batalha que não podemos perder. |
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OPINIÃO :: Lições de Itália |
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15-Abr-2008 |
| João Delgado Para quantos saudaram entusiasticamente a participação da Refundação Comunista na "governança" italiana, os resultados das eleições do passado fim de semana são a demonstração, aparentemente de novo necessária, de que o crime não compensa. Iludidos com a possibilidade de amplas coligações à esquerda, os bertinottianos assistiram, primeiro com aplausos, depois em silêncio cúmplice, ao apoio da RC ao governo Prodi, e a todas as suas políticas anti-sociais e pró-NATO, mantendo em paralelo o senhor pós-comunista como figura de proa do Partido da Esquerda Europeia, até ao último congresso. Entre nós, no Bloco, tivemos por alturas da última Convenção profundas discussões sobre a nossa participação no PEE, e o significado da presença e da liderança da RC. Nessa altura estivemos isolados, fustigados como sectários, o que é aliás habitual quando falta a argumentação política. Lentamente, demasiado lentamente, outras vozes se foram levantando na denúncia do óbvio, de que o rei ia nú. Mas isso não impediu que o congresso do PEE de Novembro passado, atribuindo o cargo de Chairperson aos alemães do Die Linke, mantivesse a RC em destaque, com a Vice-chairperson. | |
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"Entendimento" FENPROF / Governo é mesmo para entender? |
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14-Abr-2008 |
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O "entendimento" entre o governo e a FENPROF tem suscitado diversas reacções reprovadoras, que resumimos de seguida. Em Leiria, os professores que participaram, no sábado, numa reunião convocada pelo Movimento em Defesa da Escola Pública e Dignidade dos Docentes (MDEPDD), , aprovaram uma moção a rejeitar o modelo de avaliação simplificado, referindo a "perversidade do documento de avaliação de desempenho por excessivamente burocrático e centrado na avaliação do docente, desvalorizando a avaliação da escola enquanto instituição, e não contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino". Relata o PÚBLICO que Mário Nogueira, da FENPROF, considerou a opinião dos professores de Leiria legítima, apesar de não concordar com ela, adiantando que "não assinar [o acordo] seria de uma irresponsabilidade brutal" porque "a alternativa a isto era a desgraça". João Teixeira Lopes considera que "o Governo recuou", mas sublinha que "a pressa dos dirigentes sindicais em apresentarem resultados palpáveis - uma espécie de bandeja com os louros da vitória - fez esquecer o fundamental", que seria "discutir até ao osso a profissão docente e os novos desafios da escola pública". Cecília Honório começa por colocar a justa questão "Vitória dos professores ou de Sócrates?", considerando que nenhum "dos rebuçados (oferecidos pelo Ministério da Educação) responde às reivindicações de fundo que distorceram a profissão e a escola pública, a essência da avaliação, a fractura da carreira entre titulares e professores, a guilhotina na progressão, o director", para concluir que é necessário "manter a luta e a qualidade das exigências". O Bloco de Esquerda toma posição, através do Gabinete de Imprensa, considerando que o acordo "consagra um recuo do governo e demonstra a derrota da arrogância do Ministério" e "que é necessário forçar o governo a recuar no modelo de gestão das escolas, que exclui a comunidade escolar, e no estatuto da carreira, que impõe desigualdades inaceitáveis". Também a Ruptura/FER tomou posição, defendendo que "o Memorando de Entendimento está muito aquém da força demonstrada pela luta dos professores" e que por isso "terá que ser também pela base, em assembleias de escolas e regiões, que a classe terá que encontrar formas de luta para mostrar o seu desacordo e derrotar o acordo entre a Fenprof e o governo". O Esquerda.net mantém um dossier , em actualização permanente, com as tomadas de posição que vão sendo divulgadas na blogosfera. |
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AVISO GERAL na quarta e quinta-feira em Lisboa e no Porto |
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11-Abr-2008 |
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Com a consigna AVISO GERAL, a CGTP promove, nas próximas quarta e quinta-feira, no Porto e em Lisboa, manifestações dos trabalhadores do sector público e privado. Revogação das normas gravosas do Código do Trabalho, combate ao desemprego e à precariedade, mais e melhores serviços públicos, investimento na educação e na Escola Pública de qualidade e revitalização do Serviço Nacional de Saúde, são algumas das reivindicações da jornada de luta. 
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Eric Hobsbawm - Manifesto para a renovação da história |
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11-Abr-2008 |
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Em artigo publicado na Carta Maior, o historiador Eric Hobsbawm defende que “é tempo de restabelecer a coalizão daqueles que desejam ver na história uma pesquisa racional sobre o curso das transformações humanas, contra aqueles que a deformam sistematicamente com fins políticos e simultaneamente, de modo mais geral, contra os relativistas e os pós-modernos que se recusam a admitir que a história oferece essa possibilidade”. Eric Hobsbawm - Manifesto para a renovação da história"Até agora, os filósofos não fizeram mais do que interpretar o mundo; trata-se de mudá-lo." Os dois enunciados da célebre "Teses sobre Feuerbach", de Karl Marx, inspiraram os historiadores marxistas. A maioria dos intelectuais que aderiram ao marxismo a partir da década de 1880 —entre eles os historiadores marxistas— fizeram isso porque queriam mudar o mundo, junto com os movimentos operários e socialistas; movimentos que se transformariam, em grande medida devido à influência do marxismo, em forças políticas de massas.
Essa cooperação orientou de maneira natural os historiadores que queriam transformar o mundo na direção de certos campos de estudo —fundamentalmente, a história do povo ou da população operária— os quais, se bem atraíam naturalmente as pessoas de esquerda, não tinham em sua origem nenhuma relação particular com uma interpretação marxista. Por outro lado, quando esses intelectuais deixaram de ser revolucionários sociais, a partir da década de 1890, com freqüência também deixaram de ser marxistas.
Portanto, o ponto de vista marxista é um elemento necessário para a reconstrução da frente da razão, como foi nas décadas de 1950 e 1960. |
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A Luta Socialista na reunião da Mesa Nacional |
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07-Abr-2008 |
Algumas notícias publicadas no passado fim-de-semana sobre a reunião da Mesa Nacional do BE podem ter induzido os bloquistas em erro, relativamente à posição da Luta Socialista sobre a evolução da situação na Câmara Municipal de Lisboa. Importa então que se clarifique que não alterámos as posições que temos publicamente expresso (que podem ser consultadas neste sítio) e por isso mesmo colocámos no decurso da reunião diversas questões relacionadas com a situação dos trabalhadores despedidos, a perspectiva de 500 despedimentos expressa em documento oficial da CML dirigido ao Tribunal de Contas (ler aqui ), entre outros aspectos do cumprimento do programa da candidatura do Bloco de Esquerda e dos pontos constantes do “Acordo de Lisboa”. Votámos a Resolução Política (ver abaixo), que foi aprovada por unanimidade, sendo que a mesma não contém qualquer ponto relativo a Lisboa. Intitulada “OS RISCOS DE AGRAVAMENTO DA CRISE SOCIAL EM 2008 E OS MEIOS DE OS COMBATER” a resolução conclui que “a esquerda socialista, perante a dimensão desta crise social, promoverá e apoiará as formas de diálogo que sejam úteis para juntar forças (sublinhado nosso), aumentar a capacidade de resposta para uma oposição frontal à política do Governo".
Luta Socialista – corrente do Bloco de Esquerda |
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Resolução da Mesa Nacional de 5 de Abril de 2008 |
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07-Abr-2008 |
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(Aprovada por unanimidade) OS RISCOS DE AGRAVAMENTO DA CRISE SOCIAL EM 2008 E OS MEIOS DE OS COMBATER
1. O Governo anunciou o seu maior sucesso político,a redução do défi ce de 2007 para 2,6%. Pretende assim justificar todo o sacrifício imposto aos trabalhadores e a destruição de responsabilidades sociais ao longo dos últimos três anos. Esse sacrifício foi totalmente injustificado. Três anos depois, os bancos pagam uma taxa efectiva de IRC que é de 13% e acumulam 8 milhões de euros de lucro por dia. Três anos depois, o custo dos serviços hospitalares aumentou 70% para as famílias e o dos bens essenciais e energia subiu entre 5 e 7%. Três anos depois, o risco de pobreza continua a atingir 2 milhões de pessoas e há meio milhão de desempregados. A manutenção da estagnação económica em 2008 ameaça ainda aumentar o número dos desempregados.
2. Assim, ao contrário do que o Governo afirma, o país não está mais preparado para resolver a crise económica. Está mais fragilizado, mais injusto e mais violento para os pobres. O risco de aumento dos juros agrava a ameaça de sobre-endividamento de muitas famílias. Há hoje cem mil famílias que não tem condições para pagar os seus empréstimos. São espoliados por juros socialmente punitivos. A desigualdade entre os mais pobres e os mais ricos duplicou desde 1990.
3. O Bloco rejeitou esta política orçamental. Combateu as privatizações e condenou a injustiça fiscal e o abuso contra os trabalhadores. Na única Moção de Censura apresentada até agora contra o Governo Sócrates, o Bloco denunciou o incumprimento de promessas e a falta de credibilidade de um governo é responsável pelo atrofiamento da vida democrática e pela protecção à injustiça. Na Interpelação sobre as desigualdades, o Bloco confrontou o governo com diferença entre os rendimentos dos trabalhadores e dos gestores e com o incumprimento da garantia do aumento dos funcionários públicos ao nível da inflação. Em várias jornadas de agitação, o Bloco divulgou estas posições, apresentou as suas propostas e apoiou a luta social. Assim continuará a fazer..
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26-Mar-2008 |
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O jornal Mudar de Vida apresenta um balanço dos números resultantes da invasão imperialista do Iraque, de que destacamos 1 milhão de iraquianos mortos, 4,7 milhões de refugiados, 70% de desempregados, emigração de metade dos médicos. O artigo do Colectivo de coordenação "5 anos de resistência" analisa também as implicações sociais e económicas resultantes da aniquilação dos serviços públicos, designadamente no ensino e na saúde.
O Esquerda.net publica um dossier constituído, no essencial, por artigos de opinião de comentadores ocidentais “moderados”, discutindo “as causas e o balanço desta invasão que está a destruir um dos países-chave do Médio Oriente e a levar o caos a toda a região”. O boletim on-line Oriente Médio Vivo apresenta um balanço semanal das acções da resistência iraquiana: “Com a colaboração de Salim Alabasi, correspondente oficial do ORIENTE MÉDIO VIVO no Iraque, diretamente da cidade de Al-Basrah, essa coluna é uma tentativa de ilustrar claramente as operações que acontecem em solo iraquiano, contendo detalhes que as redes de mídia de massa ignoram”. |
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Iraque - mais cinco anos de invasão imperialista |
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19-Mar-2008 |
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"A guerra de que não se fala na campanha eleitoral dos EUA Há uma voz que falta no debate sobre a guerra: a dos iraquianos. Ou melhor: ela não é digna de ser mencionada. E parece que ninguém se importa. Isso tem sentido na habitual presunção tácita de quase todos os discursos sobre política internacional: somos donos do mundo, o que importa, então, o que outros pensem? Noam Chomsky" Leia o artigo completo aqui. |
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FERVE: Fartos/as d'Estes Recibos Verdes |
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17-Mar-2008 |
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"Este é o blog de um grupo de trabalho que pretende actuar em duas vertentes:
1) denunciar situações de uso abusivo de recibos verdes 2) promover um espaço de debate acerca desta realidade laboral, de forma a promover a mudança. O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes - quer acabar com o uso abusivo desta forma de 'vínculo' laboral. Basta de precariedade basta! Recibos verdes jamais! O FERVE - Fartos d'Estes Recibos Verdes entregou na Assembleia da República, no dia 31 de Janeiro, uma petição solicitando a neutralização dos denominados 'falsos' recibos verdes, subscrita por 5257 pessoas. Na sequência da entrega desta petição, o FERVE solicitou, no dia 25 de Fevereiro, uma audiência a todos os Grupos Parlamentares, tendo como objectivo apresentar e discutir o conteúdo da petição bem como as medidas legislativas que lhe podem ser subsequentes." |
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"Ruptura democrática de esquerda", defende Jerónimo de Sousa |
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16-Mar-2008 |
Depois de Manuel Alegre e da Renovação Comunista, vem o PCP, pela voz de Jerónimo de Sousa, defender a criação de “uma ruptura democrática de esquerda que reúna as forças políticas descontentes com a actual política em Portugal, independentes e forças sociais”. O secretário-geral comunista considera ser necessário terminar com as políticas dos últimos 30 anos, de “alternância sem alternativa”. O tema da “ruptura democrática e de esquerda” foi lançado pelo PCP no início do mês, na sequência de reunião do Comité Central, em que Jerónimo de Sousa também classificou de “estados de alma” as vozes discordantes dentro do PS, que teriam “um papel aparentemente positivo mas simultaneamente de contenção dentro das baias do próprio PS”. Atentos aos desenvolvimentos destas declarações públicas provenientes de diversos sectores da esquerda, parece-nos claro que, perante os levantamentos populares contra as políticas neo-liberais, a unidade na acção das forças políticas e sociais de esquerda é necessária e imperativa. |
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CM Lisboa homenageia Durão Barroso |
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13-Mar-2008 |
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Vergonhosamente, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou a atribuição da Chave de Ouro da cidade ao homem que emprestou a sala de visitas para combinar a invasão do Iraque. Sá Fernandes ausentou-se na altura da votação. Pedro Soares, vereador substituto e coordenador autárquico do BE escreve, no blog Gente de Lisboa que, “Se tivesse estado na reunião de câmara teria votado contra, sem qualquer hesitação”. A frase a bold no final do texto não constava da versão original, daí que nos tenha induzido no erro de que apenas o PCP se teria oposto e os restantes partidos teriam votado a favor. Não é assim, se o fosse seria gravíssimo. Sabemos então que Sá Fernandes não votou contra, nem a favor. Por isso este post está corrigido, tal como o texto de Pedro Soares que publicamos de seguida. "Chave de Ouro da cidade para Barroso - Revoltante.
Take da Lusa: «O executivo municipal aprovou hoje a atribuição da chave de ouro da cidade ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que teve a oposição do PCP. O vice-presidente da autarquia, Marcos Perestrello, justificou a distinção com o contributo de Durão Barroso para que o novo tratado europeu fosse assinado em Lisboa, ligando "o nome da cidade às instituições europeias".»
Acho lamentável que uma câmara maioritáriamente de esquerda tenha atribuido tal distinção a Barroso.
Em primeiro lugar, porque o argumento do vice-presidente é falso; mesmo que fosse importante o Tratado ter o nome de Lisboa, o facto é que isso nada tem a ver com Barroso, mas sim com o simples facto de Portugal estar na presidência da UE naquele momento. Ok, a assinatura podia ter sido no Porto ou na Guarda, mas teria sido sempre numa cidade portuguesa. E quem decidia era sempre a presidência portuguesa.
Em segundo lugar, porque Durão Barroso é internacionalmente reconhecido por estar ligado a um momento essencial da mentira montada para justificar a invasão e o massacre do Iraque - a cimeira dos Açores, e porque ele próprio mentiu aos portugueses. Na véspera da cimeira, afirmava com toda a hipocrisia que " a cimeira dos Açores é o último esforço na procura de uma solução pacífica para o Iraque". Afinal, era a declaração de guerra...
Se tivesse estado na reunião de câmara teria votado contra, sem qualquer hesitação. É justo que se esclareça que o vereador eleito pelo BE não estava na reunião na altura desta votação.
Pedro Soares" |
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Manuel Alegre, a Renovação Comunista, e as convergências à esquerda |
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12-Mar-2008 |
Duas notícias nas últimas semanas tiveram, estranhamente, pouco eco na comunicação social e nos partidos políticos, apesar do seu carácter inusitado.
Primeiro, em meados de Fevereiro, foi Manuel Alegre que anunciou a convocação de uma “convenção sobre o estado da esquerda”, para a qual convidaria PCP e BE, mas também a direcção do PS. Alegre continua assim, a parecer assumir o PS como potencialmente reconversível para a execução de políticas de esquerda, apesar dos pronunciamentos públicos do fundador do PS terem carácter diverso. Começando por dizer que “se me desafiam para congressos irei às urnas no país”, o ex-candidato presidencial afirma depois: “Eu ajudei a fazer o Partido Socialista, eu também sou o Partido Socialista, mas tudo tem um limite. E quero crer que isso é possível, mas só a história dirá se vai ser possível ou não”. E é precisamente o desconhecimento público desse limite que constitui o principal óbice à compreensão da evolução do pensamento de Manuel Alegre que, citando-o, “se encontra num intenso combate político e ideológico”.
A segunda notícia vem da Renovação Comunista, cujo último Conselho Nacional aprovou uma declaração política, considerando “urgente que as forças à esquerda do actual governo do PS procurem um entendimento em torno de uma plataforma de políticas alternativas e de uma proposta de alternativa política”. Os dissidentes do PCP, constituídos na associação política presidida por Paulo Fidalgo, consideram serem necessárias “novas e audaciosas soluções” para que seja possível “fazer deslocar para a esquerda o perímetro e o eixo da governação do país”, partindo “da diversidade de opiniões para uma plataforma e não impor condições unilaterais prévias, próprias de lógicas de grupo”.
Com estas duas tomadas de posição públicas, importa agora que se inicie o diálogo no sentido de clarificar o sentido e o alcance de ambas as propostas. Pela nossa parte defendemos, de acordo com a moção que apresentámos na Convenção do Bloco, uma política não sectária, de diálogo e entendimentos à esquerda entre todas as forças anticapitalistas, o que, obviamente, não inclui o PS.
(Da Moção C) “O Bloco de Esquerda faz um apelo público ao PCP, à CGTP, a todos os socialistas que se opõem às políticas neoliberais do governo e a todos os activistas independentes para a criação de uma plataforma comum de acção em torno de algumas reivindicações centrais. A Plataforma teria como centrais as reivindicações seguintes: uma proposta alternativa para a Segurança Social, a revogação do Código do Trabalho, o fim de todas as medidas do governo contra a Função Pública e professores, o fim da precariedade no trabalho, a luta contra os cortes no investimento público, o fecho das urgências, das maternidades e centros de saúde e a exigência de medidas que criem mais postos de trabalho, que au¬mentem os salários dos trabalhadores e que reforcem os serviços e investimento públicos.” |
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Sá Fenandes ao CM: "Eu vou deixar as pessoas completamente perplexas. " |
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09-Mar-2008 |
Algumas vozes do Bloco pronunciaram-se contra o nosso comunicado repudiando as declarações de Sá Fernandes. Hoje, o vereador eleito pelo Bloco clarifica a sua posição, de modo a que não restem quaisquer dúvidas sobre o caminho que pretende adoptar, como comprovam os excertos seguintes de entrevista ao Correio da Manhã.
- Se está tudo a correr bem é natural que se repita nas eleições de 2009. Ou não? Esta dúvida está a deixar muita gente perplexa.
- Eu vou deixar as pessoas completamente perplexas. Eu consigo pensar que tenho de trabalhar este ano, ser exigente no cumprimento do acordo, ser leal com quem faço acordos. E fiz acordos com várias entidades. Fiz acordo com o Bloco de Esquerda, fiz com o PS nestes seis pontos, com os independentes que me apoiam, como o Gonçalo Ribeiro Teles, António Barreto e outros.
(…) Voltando ao futuro do acordo com o PS. Se está tudo a funcionar bem com o PS como é que Francisco Louça, líder do Bloco de Esquerda, vem dizer que não haverá novo acordo em 2009? - Se ler a entrevista que a Ana drago deu esta semana vê que ela não diz isso. Daqui a um ano e tal podemos ver o que é que se passa. É essa a minha opinião.
- Há posições diferentes no Bloco sobre essa matéria? - Não sei se há posições diferentes. Eu sei o que é que combinei com o Francisco Louça. E foi tudo muito claro. Trabalhar durante este ano e meio para Lisboa e por Lisboa. O único interesse. O meu cartaz dizia que era esse o único interesse. Daqui a um ano logo se vê o que é que é melhor para Lisboa. Não é o que é melhor para o PS, para o Bloco de Esquerda. É o que é melhor para Lisboa.
- Não está preocupado com o facto de alguns sectores do Bloco de Esquerda pedirem que lhe seja retirada a confiança política? - Não estou preocupado. Eu falo com as direcções dos partidos e apertei a mão e estou a cumprir. Não estou nada preocupado. Há sempre vozes discordantes em todos os lados e elas são sempre bem vindas porque também aprendemos com as vozes discordantes.
- Portanto, da sua parte, só em 2009 é que vai pensar em novo acordo com o PS. - Exacto. Nessa altura logo se verá. O que também é um sinal da minha independência.
Entrevista completa aqui . |
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